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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Leia & Reflita

Um menino Tinha uma CICATRIZ no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia. Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o último a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.
O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: ‘Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ.’
A turma concordou, e no dia em que o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
— Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri: ‘Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade… — a turma estava em silêncio atenta à tudo. O menino, então continuou: — Além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida. — Silêncio total em sala. — Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora.

Havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente… Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha. Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha. Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito… Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto… — A turma estava quieta atenta ao que o menino dizia, e envergonhada então o menino continuou. — Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.’
Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.”
 

By: Anjo Missionário

 

Leia & Reflita

Um jovem de apenas 15 anos estava no ônibus quando Deus tocou no coração dele e pediu:
Levante do banco e diga aos passageiros sobre a volta de Cristo!
Quando um homem sentado lá atrás gritou ao garoto: - Cale a boca e senta...
O garoto envergonhado sentou. Mas novamente foi tocado e levantou dizendo as mesmas palavras e o homem o ameaçou em dar alguns tapas, e o menino se calou. Mas Deus continuava tocando seu coração,

Ele se levantou e gritou que Jesus estava voltando! O homem com o filho no
colo, foi em direção ao garoto para agredir quando a criança disse :Papai não bate nele não, ele é enviado de Deus!
Este homem se colocou em lágrimas...o jovem perguntou:- E agora porque está chorando?
Ele respondeu:
- Foi um milagre! Meu filho era mudo e agora está falando!
By: Anjo Missionário

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Natal ideal para todas as crianças


Se o mundo hoje resume em flores sem cheiro e ainda sim as crianças apreciam por sua beleza, se resume em borboletas que já foram lagartas, mas mesmo assim são amadas pelas crianças por saberem voar, se o mundo resume-se em textos sem palavras ou diálogos sem assunto e ainda sim as crianças adoram ler e conversar; Penso em como os adultos reclamam futilmente das adversidades e dos problemas existências da humanidade se o que há de mais lindo e a solução de nossos problemas estão ao nosso redor e nem se quer enxergamos. Haja vista que são as crianças que colorem o nosso mundo e cultivam tantos sorrisos, ainda que enfrentem dificuldades, mas nada que as abalem. Será mesmo que devemos reclamar de tão pouco se criaturas indefesas e pequenas são capazes de esquecer e seguir em frente? Ser criança não é ter pouco e contentar-se com muito e sim ter pouco, mas alegra-se pelo pouco que tem... Então eu pergunto: qual a vida ideal para as crianças que tanto nos alegram? Dia 25 de Dezembro vem o Natal e também me pergunto: como seria o Natal ideal de todas as crianças?
Ao menos quando era criança me divertia ganhando presentes atrás de presentes, juntar a família e depois ganhar mais presentes, acender a árvore de natal, ganhar mais alguns presentes e dormir para esperar o bom velhinho vir me visitar. Hoje, porém, não me resta tempo e nem paciência para certas coisas. Todo o consolo que tenho no natal é lembrar que essa é a data do nascimento de Jesus, porém, sei que nem todos se lembram de parabenizar o aniversariante.
Hoje, sei que nada do que eu pensei que seria quando fosse “gente grande” era realmente possível, mas sei que se lutar muito realizarei todas as minhas metas, porém, se desperdiçar meu tempo lutando pela felicidade do meu futuro, aonde arranjarei tempo para divertir-me e para me acarinhar com minhas crianças? Bom, talvez seja esse o maior dilema de nós adultos.
Como eu abriria mão de oito a dez horas de trabalho por apenas cinco na escola... Como abriria mão de ter que me preocupar com contas a pagar ou compras á fazer para preocupar-me com figurinhas, lições de casa e o que pedir para o papai Noel no natal.
Hoje em dia, sei que gostaria de sentar por 5 minutos no chão para brincar de adoletá, andar descaso pela casa e poder reclamar de ter que lavar a louça, porém, não é tão simples assim, tenho que me conformar e fazer de todo o possível para que meus filhos aproveitem a idade que têm, mas nada me impede que eu deixe florescer a criança que há dentro de mim.
As crianças de hoje costumam querer crescer rápido e nem se quer percebem que com o tempo também se vai toda a disposição de sonhar, com o tempo vão se frustrando ao ver o quão eram felizes e não sabiam, se frustram em saber que todos os sonhos ou metas idealizados talvez nunca sejam realizados, não por incapacidade de se alcançar o que quer e sim por cansaço e não suportar mais sofrer. Crianças de 12 anos que já querem ter responsabilidades de adultos e acabam esquecendo de dar seu sorriso diário, ou até mesmo crianças que geram crianças e acabam esquecendo de brincar... São nesses momentos que o mundo pede socorro e que nós adultos nos assustamos por ser uma infância a mais perdida...
Voltando ao assunto do Natal, época de amor, tradição, confraternização e família unidas... Lembro do peru na mesa e dos meus primos correndo pela casa toda, lembro-me de correr para os braços da vovó e perguntar: - vovó... Cadê meu bolo de chocolate? E os meus presentes?; Lembro-me também de todos rodeados o redor da árvore de natal, todos a enfeitando e do amigo secreto.
Natal para mim sempre foi sinônimo de nascimento, por desde pequena saber que era nessa data o nascimento do menino Jesus, bom, talvez muito se esqueçam disso, mas eu sempre lembrei e tento passar isto para meus filhos...
Para algumas crianças não há muita diferença entre Natal, Páscoa ou qualquer outra data especial, pois todos os dias do ano são especiais a sua maneira e com experiências novas á viver, nós adultos gostamos do natal, talvez pelo décimo terceiro ou mesmo pela comemoração em si. Nem sempre temos tempo para curti-lo, mas o Natal não deixa e em nunca deixará de ser a data mais importante para a humanidade, é uma data universal a qual todos podem se abraçar, esquecer as diferenças e tentar viver em paz.
Se pudesse pedir algo ao papai Noel pediria que desse algo para as crianças para tornar o Natal de cada uma o mais feliz a cada ano, pediria a elas o direito de brincar, serem livres para sorrir e sonhar, pois o Natal apesar de especial para as crianças é um dia entre trezentos e sessenta e cinco que elas brincam, sonham e se alegram simplesmente pela chance de existir.
E o que eu pediria para os adultos?
Talvez um pouco de infância...

Se o mundo hoje resume em flores sem cheiro e ainda sim as crianças apreciam por sua beleza, se resume em borboletas que já foram lagartas, mas mesmo assim são amadas pelas crianças por saberem voar, se o mundo resume-se em textos sem palavras ou diálogos sem assunto e ainda sim as crianças adoram ler e conversar; Penso em como os adultos reclamam futilmente das adversidades e dos problemas existências da humanidade se o que há de mais lindo e a solução de nossos problemas estão ao nosso redor e nem se quer enxergamos. Haja vista que são as crianças que colorem o nosso mundo e cultivam tantos sorrisos, ainda que enfrentem dificuldades, mas nada que as abalem. Será mesmo que devemos reclamar de tão pouco se criaturas indefesas e pequenas são capazes de esquecer e seguir em frente? Ser criança não é ter pouco e contentar-se com muito e sim ter pouco, mas alegra-se pelo pouco que tem... Então eu pergunto: qual a vida ideal para as crianças que tanto nos alegram? Dia 25 de Dezembro vem o Natal e também me pergunto: como seria o Natal ideal de todas as crianças?

Ao menos quando era criança me divertia ganhando presentes atrás de presentes, juntar a família e depois ganhar mais presentes, acender a árvore de natal, ganhar mais alguns presentes e dormir para esperar o bom velhinho vir me visitar. Hoje, porém, não me resta tempo e nem paciência para certas coisas. Todo o consolo que tenho no natal é lembrar que essa é a data do nascimento de Jesus, porém, sei que nem todos se lembram de parabenizar o aniversariante.
Hoje, sei que nada do que eu pensei que seria quando fosse “gente grande” era realmente possível, mas sei que se lutar muito realizarei todas as minhas metas, porém, se desperdiçar meu tempo lutando pela felicidade do meu futuro, aonde arranjarei tempo para divertir-me e para me acarinhar com minhas crianças? Bom, talvez seja esse o maior dilema de nós adultos.
Como eu abriria mão de oito a dez horas de trabalho por apenas cinco na escola... Como abriria mão de ter que me preocupar com contas a pagar ou compras á fazer para preocupar-me com figurinhas, lições de casa e o que pedir para o papai Noel no natal.
Hoje em dia, sei que gostaria de sentar por 5 minutos no chão para brincar de adoletá, andar descaso pela casa e poder reclamar de ter que lavar a louça, porém, não é tão simples assim, tenho que me conformar e fazer de todo o possível para que meus filhos aproveitem a idade que têm, mas nada me impede que eu deixe florescer a criança que há dentro de mim.
As crianças de hoje costumam querer crescer rápido e nem se quer percebem que com o tempo também se vai toda a disposição de sonhar, com o tempo vão se frustrando ao ver o quão eram felizes e não sabiam, se frustram em saber que todos os sonhos ou metas idealizados talvez nunca sejam realizados, não por incapacidade de se alcançar o que quer e sim por cansaço e não suportar mais sofrer. Crianças de 12 anos que já querem ter responsabilidades de adultos e acabam esquecendo de dar seu sorriso diário, ou até mesmo crianças que geram crianças e acabam esquecendo de brincar... São nesses momentos que o mundo pede socorro e que nós adultos nos assustamos por ser uma infância a mais perdida...
Voltando ao assunto do Natal, época de amor, tradição, confraternização e família unidas... Lembro do peru na mesa e dos meus primos correndo pela casa toda, lembro-me de correr para os braços da vovó e perguntar: - vovó... Cadê meu bolo de chocolate? E os meus presentes?; Lembro-me também de todos rodeados o redor da árvore de natal, todos a enfeitando e do amigo secreto.
Natal para mim sempre foi sinônimo de nascimento, por desde pequena saber que era nessa data o nascimento do menino Jesus, bom, talvez muito se esqueçam disso, mas eu sempre lembrei e tento passar isto para meus filhos...
Para algumas crianças não há muita diferença entre Natal, Páscoa ou qualquer outra data especial, pois todos os dias do ano são especiais a sua maneira e com experiências novas á viver, nós adultos gostamos do natal, talvez pelo décimo terceiro ou mesmo pela comemoração em si. Nem sempre temos tempo para curti-lo, mas o Natal não deixa e em nunca deixará de ser a data mais importante para a humanidade, é uma data universal a qual todos podem se abraçar, esquecer as diferenças e tentar viver em paz.
Se pudesse pedir algo ao papai Noel pediria que desse algo para as crianças para tornar o Natal de cada uma o mais feliz a cada ano, pediria a elas o direito de brincar, serem livres para sorrir e sonhar, pois o Natal apesar de especial para as crianças é um dia entre trezentos e sessenta e cinco que elas brincam, sonham e se alegram simplesmente pela chance de existir.
E o que eu pediria para os adultos?
Talvez um pouco de infância...

Se o mundo hoje resume em flores sem cheiro e ainda sim as crianças apreciam por sua beleza, se resume em borboletas que já foram lagartas, mas mesmo assim são amadas pelas crianças por saberem voar, se o mundo resume-se em textos sem palavras ou diálogos sem assunto e ainda sim as crianças adoram ler e conversar; Penso em como os adultos reclamam futilmente das adversidades e dos problemas existências da humanidade se o que há de mais lindo e a solução de nossos problemas estão ao nosso redor e nem se quer enxergamos. Haja vista que são as crianças que colorem o nosso mundo e cultivam tantos sorrisos, ainda que enfrentem dificuldades, mas nada que as abalem. Será mesmo que devemos reclamar de tão pouco se criaturas indefesas e pequenas são capazes de esquecer e seguir em frente? Ser criança não é ter pouco e contentar-se com muito e sim ter pouco, mas alegra-se pelo pouco que tem... Então eu pergunto: qual a vida ideal para as crianças que tanto nos alegram? Dia 25 de Dezembro vem o Natal e também me pergunto: como seria o Natal ideal de todas as crianças?

Ao menos quando era criança me divertia ganhando presentes atrás de presentes, juntar a família e depois ganhar mais presentes, acender a árvore de natal, ganhar mais alguns presentes e dormir para esperar o bom velhinho vir me visitar. Hoje, porém, não me resta tempo e nem paciência para certas coisas. Todo o consolo que tenho no natal é lembrar que essa é a data do nascimento de Jesus, porém, sei que nem todos se lembram de parabenizar o aniversariante.
Hoje, sei que nada do que eu pensei que seria quando fosse “gente grande” era realmente possível, mas sei que se lutar muito realizarei todas as minhas metas, porém, se desperdiçar meu tempo lutando pela felicidade do meu futuro, aonde arranjarei tempo para divertir-me e para me acarinhar com minhas crianças? Bom, talvez seja esse o maior dilema de nós adultos.
Como eu abriria mão de oito a dez horas de trabalho por apenas cinco na escola... Como abriria mão de ter que me preocupar com contas a pagar ou compras á fazer para preocupar-me com figurinhas, lições de casa e o que pedir para o papai Noel no natal.
Hoje em dia, sei que gostaria de sentar por 5 minutos no chão para brincar de adoletá, andar descaso pela casa e poder reclamar de ter que lavar a louça, porém, não é tão simples assim, tenho que me conformar e fazer de todo o possível para que meus filhos aproveitem a idade que têm, mas nada me impede que eu deixe florescer a criança que há dentro de mim.
As crianças de hoje costumam querer crescer rápido e nem se quer percebem que com o tempo também se vai toda a disposição de sonhar, com o tempo vão se frustrando ao ver o quão eram felizes e não sabiam, se frustram em saber que todos os sonhos ou metas idealizados talvez nunca sejam realizados, não por incapacidade de se alcançar o que quer e sim por cansaço e não suportar mais sofrer. Crianças de 12 anos que já querem ter responsabilidades de adultos e acabam esquecendo de dar seu sorriso diário, ou até mesmo crianças que geram crianças e acabam esquecendo de brincar... São nesses momentos que o mundo pede socorro e que nós adultos nos assustamos por ser uma infância a mais perdida...
Voltando ao assunto do Natal, época de amor, tradição, confraternização e família unidas... Lembro do peru na mesa e dos meus primos correndo pela casa toda, lembro-me de correr para os braços da vovó e perguntar: - vovó... Cadê meu bolo de chocolate? E os meus presentes?; Lembro-me também de todos rodeados o redor da árvore de natal, todos a enfeitando e do amigo secreto.
Natal para mim sempre foi sinônimo de nascimento, por desde pequena saber que era nessa data o nascimento do menino Jesus, bom, talvez muito se esqueçam disso, mas eu sempre lembrei e tento passar isto para meus filhos...
Para algumas crianças não há muita diferença entre Natal, Páscoa ou qualquer outra data especial, pois todos os dias do ano são especiais a sua maneira e com experiências novas á viver, nós adultos gostamos do natal, talvez pelo décimo terceiro ou mesmo pela comemoração em si. Nem sempre temos tempo para curti-lo, mas o Natal não deixa e em nunca deixará de ser a data mais importante para a humanidade, é uma data universal a qual todos podem se abraçar, esquecer as diferenças e tentar viver em paz.
Se pudesse pedir algo ao papai Noel pediria que desse algo para as crianças para tornar o Natal de cada uma o mais feliz a cada ano, pediria a elas o direito de brincar, serem livres para sorrir e sonhar, pois o Natal apesar de especial para as crianças é um dia entre trezentos e sessenta e cinco que elas brincam, sonham e se alegram simplesmente pela chance de existir.
E o que eu pediria para os adultos?
Talvez um pouco de infância...

Autora: Any Kethellen Magalhães

BY: Anjo Missionário


Das cartas que nunca mandei – Destinatário: Papai Noel


Querido Papai Noel, eu tenho tentado ser um bom menino, mas não é nada fácil ser bom quando se é grande, porque eu não sei o que acontece entre a infância e a idade adulta, que a bondade deixa de ser bem vista. De repente, ser bom é motivo de riso, estar fora de moda ou estar despreparado frente a um mundo que não perdoa a ausência de malícia.
Não me parece muito justo ser bom o ano inteiro e receber a recompensa apenas em um único dia, do mesmo jeito que também não me parece certo fazer o bem com segundas intenções, mas a gente cresce assim, somos criados ouvindo frases do gênero: “se você não se comportar o Papai Noel não vai lhe dar presentes”. Você compactua com essas chantagens emocionais?
Você deve ser um homem realmente ocupado, também não é para menos, tantas cartas para ler, presentes para confeccionar, gnomos para gerenciar, aliás... são gnomos ou duendes? Eu sempre confundo.
Devo lhe confessar que a principio pensei em lhe indagar sobre a sua existência, os seus reais motivos. Afinal qual é a tua meu bom velhinho? Qual foi o pecado que tu cometeste para decidir fazer o bem assim, pela eternidade a fora? Mas e se você for real? Se as minhas perguntas lhe ofenderem? Se eu estiver sendo injusto?
Se bem que você não iria poder reclamar muito de injustiças, afinal nós dois sabemos que o seu serviço anda meio negligente nos últimos tempos, noto crianças realmente boas ficarem sem um único presente na noite de Natal, enquanto outras ganham vários sem nem ao menos fazer algum tipo de esforço para merecer. Chega a ser cruel, sabe?
Não quero que você pense que não gosto do Natal, na verdade eu gosto, só que me da um certo mal estar saber que toda aquela cumplicidade terá fim no dia seguinte. É como se todos estivessem encenando a maior peça de teatro simultânea do mundo, só que eu nunca fui um bom ator, se é que me entende...
Uma coisa que realmente me intriga é a forma como você demonstra estar visivelmente parado no tempo. Sim... a mesma roupa, os mesmos sinos, a mesma forma de estabelecer contato. Poxa, você poderia ao menos criar uma conta no Orkut ou mesmo seguir as pessoas no Twitter, imagino que isso iria lhe ser útil na hora de definir se alguém foi bom ou mau menino durante o ano.
Mas eu entendo que depois de uma certa idade fique mais difícil se adaptar as novas tecnologias e olha que você foi o cara que fez o primeiro carro voador carregado por renas, hein?!
De qualquer forma, não quero lhe tomar mais tempo do que já tomei, mas quero lhe propor algo diferente dessa vez. Cansado de escrever e não ser correspondido, cansado de mandar cartas e nunca ter um retorno, este ano o que eu quero de verdade é uma carta sua, com foto autografada, postal do pólo norte e o mais importante: o seu pedido.
Pois se você se comportar, se você não deixar mais nenhuma criança sem presente ou comida na noite do natal, eu prometo que realizarei o seu pedido. Palavra de poeta! Feliz Natal Papai Noel! Eu continuo sendo um bom menino.


autor: Luan Emilio Faustino 09/12/2010 - 01:08h

By: Anjo Missionário